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O Homem que Mandou Matar o Rei D. Carlos

Os Bastidores de Um Crime

José António Saraiva

  • Edição Fevereiro 2024
  • Colecção Fora de Colecção
  • ISBN 978-989-785-265-7
  • Páginas 576
  • Capa Capa brochada
  • Dimensões 15,50 x 23,00
€22,00 €19,80

Uma reconstituição vívida e muito bem documentada do regicídio do Rei D. Carlos, num livro de grande fôlego que percorre a vida do monarca desde a sua infância até ser morto no Terreiro do Paço, em 1908. Fruto da exaustiva investigação do autor, O Homem que Mandou Matar o Rei D. Carlos: Os Bastidores de Um Crime cruza os bastidores da vida dos membros da Corte com o curso da história.

O trio que planeou o assassínio de D. Carlos dava pelo nome de Coruja e era formado por dois monárquicos, José d’Alpoim e visconde dA Ribeira Brava, e por um terceiro indivíduo que nunca foi revelado. Ribeira Brava estava encarregado de comprar as armas e Alpoim arranjou o dinheiro. As pistolas e as carabinas foram adquiridas na Espingardaria Central, ao Rossio. E as reuniões de preparação do atentado tiveram lugar nas águas-furtadas de um prédio situado nas Escadinhas da Saúde, na Costa do Castelo, ao Martim Moniz, onde morava o regicida Manuel Buíça com dois filhos e a sogra. A investigação ao atentado começou logo após o crime, mas deparou-se com inúmeras dificuldades e entraves políticos. E depois da revolução de 5 de Outubro o processo desapareceu misteriosamente no ministério da Justiça. O nome do homem que deu a ordem para matar o Rei permaneceu até hoje por descobrir.

 

«A descoberta de quem ordenou o regicídio de 1908 constituiu a principal motivação para esta investigação. Foi o seu leitmotiv. Mas depois afigurou‑se‑me necessário enquadrar o acontecimento, contextualizá‑lo, inscrevê‑lo na sua época. Saber quem era D. Carlos, como foi educado, como reinou e acabou por tecer os fios que o conduziram à morte. Assim, este livro é também uma biografia do Rei assassinado. Na qual estão presentes os seus pais, D. Luiz e D. Maria Pia, unidos por uma ligação sui generis. Em que se fala do casamento com D. Amélia, do ambiente na Corte e do relacionamento com os políticos. E onde resulta claro que o regicídio não foi um impulso de momento, nem o trabalho de dois homens, tendo sido laboriosamente preparado durante nove meses.» Do Intróito